Ter medo é natural e inevitável. Mas tudo é percepção! Por isso o que é assustador para algumas pessoas pode não ser para outras. A boa notícia é que podemos controlar nossos pensamentos para mudar a forma de perceber as coisas, os fatos, as pessoas. Isso nos permite a superação dos medos e das crenças limitantes.

A origem do medo

Laura, de norte-americana de 45 anos, tinha muito medo de aranhas. Ela forçava o marido, todos os dias, a vasculhar a casa à procura de aranhas e teias, entrava em pânico só em pensar que alguma aranha poderia ter entrado em seus sapatos.

Quando procurou ajuda de um casal de psicólogos, terapeutas especializados em fobias, eles a questionaram sobre que dano as aranhas já haviam feito a ela. Ela respondeu que nenhum e que não sabia o porquê da aracnofobia. Então eles pediram para ela tentar se lembrar quando começou a ter medo de aranhas. Então ela se lembrou que, quando era criança, a mãe dela havia encontrado uma aranha enorme na cozinha e saiu gritando e correndo pela casa, assustando a todos.

Concluíram, então, que foi a reação da mãe, e não a aranha que provocou o trauma. Então os terapeutas levaram algumas aranhas vivas inofensivas para que ela as encarasse de frente, tocasse e as enxergasse como realmente são, desvinculando-as do pavor que pertencia à sua mãe e não a ela. Então ela passou a não teme-las. Ela mudou sua percepção, ou seja, a forma de ver as aranhas.

Este exemplo nos alerta para fatos importantes: as origens dos nossos medos podem ser falsas, culturais ou não nos pertencer; não precisamos carregar pesos alheios e podemos trabalhar nossos pensamentos para escolher formas de percepção mais favoráveis a nós mesmos.

Um fato, muitas versões

Ao ouvir sons de arma de fogo, sem estar observando a cena, nosso cérebro, automaticamente, cria versões do que pode ter acontecido, desde as piores, até as irrelevantes. Exemplos: posso pensar que foi uma bala perdida que acertou uma pessoa inocente, ou que está acontecendo um assalto, que um parente pode estar envolvido, que alguém se suicidou, ou que foram fogos de artifício e alguém está comemorando alguma coisa.

Neste momento, as pessoas mis pessimistas vão se agarrar à pior interpretação gerada pelo seu cérebro e, simplesmente, ignorar as outras. As mais otimistas irão deduzir que foram fogos de artifício.

Inteligência emocional

Claro que uma pessoa é diferente da outra e, portanto, reage de forma diferente. Porém, se, no momento que nosso cérebro está gerando interpretações negativas dos fatos e das pessoas, nós tivermos a sabedoria de analisar o leque de interpretações positiva e negativas possíveis – sem fugir da realidade – e escolher a que mais nos convém, isso será libertador.

Se temos que conviver com um colega de trabalho, por exemplo, que nos incomoda por falar muito, por se gabar de tudo que faz, enquanto gostamos de pessoas mais discretas, podemos focar nas qualidades dele, em vez do ponto que nos incomoda. Sim, todos temos qualidades. A pessoa em questão pode ser do tipo que vai lá e faz, então valerá a pena tolerar, ou ignorar, o discurso egocêntrico. Devemos ter paciência com os defeitos alheios para que também tenham com os nossos.

Técnicas para controlar o medo

Já falamos sobre analisar a origem do medo, para sabermos se ele faz sentido em nossas vidas, sobre gerar diferentes interpretações possíveis dos fatos e escolher a que nos convém, ou seja, a que nos deixa mais felizes ou tranquilos naquele momento.

Outra técnica é olhar de frente para a pior interpretação que seu cérebro gerou e se imaginar forte e capacitado para enfrentar aquela situação.

A vida é uma escola

Este é o fato mais importante para enfrentarmos nossos medos e aprendermos a superá-los. Tudo que nos acontece é em prol da nossa evolução como seres humanos, independente de religião.

Cada fato, bom ou ruim, é uma prova, um exercício que nos fortalece, uma oportunidade de mostrar que hoje somos melhores que ontem.

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