[Segundo o Fórum Econômico Mundial (FEM), neste ritmo, o mundo precisará de mais 200 anos para resolver os problemas de desigualdade de gênero no trabalho. Mas, o que podemos fazer, além de esperar 200 anos?]

Estatísticas da Desigualdade

O Relatório de Perspectivas Sociais e Emprego de 2018, realizado pela Organização Internacional do Trabalho, revela que a participação das mulheres no mercado de trabalho ainda é de 30% menor do que a dos homens.

Além disso, segundo o IBGE, a diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil voltou a aumentar após 23 anos.

“Em 2017, a renda média de mulheres no Brasil era de R$ 1.798,72, enquanto a de homens era de R$ 2.578,15. Os dois gêneros tiveram aumento médio geral de renda em relação a 2016, mas enquanto o incremento entre os homens foi de 5,2%, entre as mulheres foi de 2,2%.” Fonte: Observatório do Terceiro Setor.

Agravando a desigualdade, apenas 37% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres. E, quanto mais importante o cargo, menos mulheres os ocupam: somente 10% no topo dos comitês executivos das grandes empresas. E, além de a porta ser mais estreita, quanto mais alto o cargo, maior a desigualdade de gênero.

As estatísticas mostram, no entanto, que, na média da população, a escolaridade feminina é maior. A mulher tem oito anos de estudo, e o homem, 7,6 anos.

Por que o Brasil despenca em desigualdade de gênero justamente quando a economia tenta reagir?

Especialistas acreditam que a baixa representatividade das mulheres nas esferas públicas reflete diretamente em todos os setores. O Setor Público deveria ser o exemplo a ser seguido, mas, ao contrário, as mulheres são minoria em todos os cargos comissionados e ainda temos muito poucas mulheres nos cargos de liderança na gestão pública. No Congresso Nacional, são 45 deputadas para 468 deputados, ou seja, menos de 10%.

Em 2010 o TSE determinou que 30% dos candidatos deveriam ser mulheres. Entretanto, esta medida foi figurativa e algumas candidatas não receberam nem o próprio voto.

Com base nessas informações podemos concluir que a falta de políticas públicas e a falta de exemplo dos nossos governantes são fatos que, além de não ajudar, estão nos empurrando para trás.

Felizmente existem projetos de lei sendo votados que visam contornar o problema. São medidas que visam incluir mais mulheres no mercado de trabalho e preveem multas para empresas que pagarem salários inferiores para elas em relação aos salários de homens no mesmo cargo, nível de experiência, formação, etc.

Equidade de gênero: uma causa de todos

O relatório indica que se a lacuna de gênero na área econômica em todo o mundo fosse reduzida a 25% até 2025, haveria um acréscimo de US$ 5,3 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) global.

Isso mostra que essas desigualdades são uma ferida que precisa ser tratada por todos em todo o mundo e que todos seriam beneficiados.

Muitos já entenderam que, com maior equidade de gênero, os homens também se beneficiarão, pois estamos abrindo portas para os homens em espaços de trabalho tradicionalmente ocupados por mulheres. Hoje temos muitos homens como grandes chefes de cozinha, enfermeiros, decoradores, esteticistas, costureiros, estilistas. Talento e habilidade não estão atrelados ao gênero e é preciso que quebremos os preconceitos neste sentido.

Será que as próprias mulheres têm culpa nesta situação?

Vemos, frequentemente, muitas mulheres criticando o feminismo e as próprias feministas que lutaram, através da história, pelos direitos das mulheres.

Fomos criadas em uma sociedade machista e acostumamos, desde crianças, a ver o pai como chefe da família, quase sempre liderando uma mãe submissa que era impedida de trabalhar fora de casa ou que, mesmo trabalhando fora de casa, ainda tinha que dar conta sozinha de todas as tarefas do lar.

Esse modelo vindo da infância torna-se um padrão que fica no subconsciente e nos sabota, quebrando a autoconfiança, a auto estima, minando nosso poder de decisão em todos os setores da vida, aguardando que alguém nos diga o que fazer.

Contribuição do Coaching

A boa notícia é que o Coaching nos ajuda, por meio do autoconhecimento, a descobrir nossos pontos fortes e fracos, a confiar em nós mesmas, a descobrir nosso propósito de vida e desenvolver nossas potencialidades e capacidade de liderança.

E, quando falamos em liderança, não focamos apenas na liderança de equipes, mas, na liderança de nós mesmas, das nossas vidas, de sabermos o que queremos e como chegar lá.

Faz parte deste processo, além do autoconhecimento, o saber dizer não para o que não nos faz bem ou vai além dos nossos limites e o saber dizer sim para o que nos dá prazer ou engrandece.

Empodere seu Eu e descubra seu Propósito – Palestra em Curitiba

No mês de março estivemos em Curitiba, no Legado Social Working participando da série de eventos que visam fomentar a participação das mulheres em organizações de impacto social. Assista a palestra na íntegra:
https://www.youtube.com/watch?v=GnSPzL1YfZw



Fontes: 

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/11/03/desigualdade-entre-homens-e-mulheres-aumenta-brasil-cai-11-posicoes-em-ranking/

https://oglobo.globo.com/economia/mulheres-estao-em-apenas-37-dos-cargos-de-chefia-nas-empresas-21013908#ixzz4xN7jCllZ

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/deixem-nas-brilhar-ax91tm1prxg5fkcpq5bplncgp/

https://www.ilo.org/brasilia/noticias/WCMS_615927/lang–pt/index.htm

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