De tempos em tempos grandes mudanças acontecem no mundo provocadas pela forma de pensar do ser humano. Aprender a “pensar fora da caixa” é uma delas. O Design Thinking é exatamente isso. Vem comigo que vou te mostrar.

Aprisionado na Caixa

Quando você pensa e age sozinho, não procura as novidades, não interage com o mundo externo, você fica preso na sua rotina com os seus vícios e parâmetros, o mundo evolui e você fica parado. Felizmente, o design thinking chegou como uma alavanca para nos arremessar para fora da caixa e para descobrir um mundo novo, rico, interessante e muito mais satisfatório.

Mas, afinal, o que é Design Thinking?

Design Thinking é uma aplicação ampliada da metodologia que os designers sempre utilizaram para solucionar problemas e executar projetos. Outras áreas do conhecimento descobriram que essa metodologia é muito útil para resolver quase tudo.

Como Pensam os Designers?

Um designer, quando diante de um problema, ou de uma demanda a ser atendida, primeiramente se coloca na posição e no universo do usuário, que pode ser o cliente ou o consumidor. Depois na posição do vendedor, do distribuidor, enfim, de todos os envolvidos nos ciclos de produção e de vida do produto.

Por exemplo, se um designer está criando uma embalagem de fertilizante, ele precisa conhecer e se colocar na pessoa do agricultor que vai manusear aquela embalagem. Ele precisa saber como o produto é utilizado, qual o volume ideal, formato, pega, material, saber como o agricultor armazena o produto, como descarta ou reutiliza a embalagem. Além disso, ele precisa se colocar também na posição do comprador, que nem sempre é o agricultor, saber que tipo de informações tem que colocar no rótulo para que seja atrativo e correto, seguindo recomendações legais, etc.

Resolver um projeto de design é mergulhar em uma equação complexa, um turbilhão de informações de diferentes fontes e considerar a hierarquia de todos os pontos de vista dos futuros envolvidos com o produto e seu impacto no planeta.

E como designers costumam prestar serviços a diversas áreas, eles acabam tendo que conhecer um pouco de tudo. Designers trabalham com complexidade, ao contrário das outras áreas que foram ficando cada vez mais especializadas em nichos muito específicos e que vinham resolvendo seus problemas de forma linear.

A revolução do Design Thinking

A metodologia Design Thinking chegou para revolucionar a forma de pensar de todas as áreas profissionais. Ao invés de analisar e resolver um problema por um único ponto de vista, o profissional e a sua equipe passarão a pensar “fora da caixa” e de forma colaborativa, considerando universos, especialidades e opiniões diferentes das suas.

Além disso, a solução obtida dessa forma, não é algo definitivo. Sim, é mutante. Não poderia ser diferente, uma vez que nenhuma solução é perfeita por muito tempo.

Fundamentos do Design Thinking

Empatia, experimentação, inovação e constante aprimoramento são a base desta forma de pensar e de resolver problemas.

EMPATIA: colocar-se no lugar do outro, ou melhor, dos outros, nos ajuda não somente a encontrar soluções mais adequadas mas também a construir um mundo melhor.

EXPERIMENTAÇÃO: é preciso experimentar e permitir-se ao erro, pois o erro faz parte do aprendizado.

INOVAÇÃO: mais do que nunca, o mundo está em constante inovação e os métodos antigos não são mais capazes de resolver todos os problemas. Muitas atividades profissionais estão, praticamente, em extinção e quem não inovar pode não ter mais chances no mundo dos negócios.

CONSTANTE APRIMORAMENTO: como tudo está mudando muito rápido, dificilmente podemos dar um projeto por concluído. Podemos ter metas e objetivos alcançados, porém, a cada dia, podem surgir novas ideias, fatores externos, ou novas parcerias que poderão gerar ajustes no projeto de modo a amplificar os resultados.

Etapas do Design Thinking

IMERSÃO: é preciso mergulhar no problema, observar, conversar com as pessoas envolvidas, pesquisar sobre como outras pessoas estão trabalhando para resolver problemas semelhantes.

IDEAÇÃO: nessa fase são feitos os brainstormings por diversos profissionais de diferentes áreas sem muitos critérios de viabilidade.

PROTOTIPAÇÃO: as ideias levantadas são analisadas, filtradas, elaboradas, transformadas em protótipos, que são modelos, funcionais ou não, que poderão ser experimentados.

REALIZAÇÃO: o resultado, que pode ser um produto ou um serviço é colocado no mercado, ou em uso, no cenário para o qual foi projetado. Nessa fase é observado e passa a sofrer ajustes, mesmo já estando em funcionamento.

Exemplo de problema resolvido por Design Thinking

Um caso interessante aconteceu no Vietnã. O problema a ser resolvido tratava da desnutrição de 65% das crianças das famílias de agricultores dos arrozais.

No processo de imersão, os pesquisadores observaram que algumas famílias do grupo estudado tinham filhos subnutridos e outras não. Ao investigarem os hábitos alimentares dessas famílias, notaram que as que tinham filhos bem nutridos costumavam adicionar os camarões, caranguejos e caramujos, normalmente encontrados nas plantações, no preparo das refeições. Também detectaram que eles faziam diversas refeições pequenas ao invés de duas grandes.

Com isso, no processo de ideação, foi criado um curso de culinária para as famílias das crianças subnutridas e replicado para várias aldeias. Depois disso, a desnutrição caiu para 20%.

Como o Coach pode ajudar?

O Design Thinking é algo muito diferente para os profissionais que trouxeram suas metodologias consolidadas desde a formação acadêmica e que estão habituados a pensar e a trabalhar da mesma forma há muito tempo.

Para pensar diferente é preciso treino. E é aí que entra o coach, para mostrar como isso funciona, realizar dinâmicas, conduzir processos criativos.

Quais as vantagens?

Humanização: a forma de pensar dos designers permite que outras áreas profissionais interajam, adquiram uma visão mais ampla dos problemas e que encontrem soluções empáticas, mais adequadas às pessoas.

Motivação: a união de profissionais de diversas áreas com um único propósito proporciona a interação e a troca de conhecimentos, criando dinamismo e estimulando a equipe.

Agilidade: várias cabeças pensam melhor – e mais rápido – do que uma. Quando uma equipe multidisciplinar se reúne para resolver um problema, acontecem brainstormings muito ricos de ideias diversificas e as soluções podem aparecer muito rapidamente.

Inovação: o Design Thinking provoca tempestades de ideias revolucionárias que estimulam a criatividade e geram soluções inovadoras que dificilmente surgiriam em um processo convencional.

Soluções em evolução: o fruto do Design Thinking quase nunca é um produto, projeto, ou solução fechada ou definitiva. É algo que estará sempre em transformação. Na medida em que surgem novas informações ou demandas, ou que erros tenham sido descobertos, o processo criativo continua. Isso evita que o projeto se torne obsoleto.

A união do Coaching com o Design Thinking

Assim como o Coaching veio para desenvolver pessoas e a ajudá-las a alcançar seus objetivos, o Design Thinking veio para mudar a forma de pensar dessas pessoas para resolver problemas de uma forma mais humanizada e eficiente.

O coach é o profissional que pode implantar o Design Thinking na sua empresa de forma efetiva, potencializando resultados e colocando sua empresa na linha de frente quando se fala em inovação.

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